Sexta-feira

Hoje deu-me para isto....

Era uma vez um caminho com três saídas,
A ele chegou uma menina e três encomendas diferentes e especiais.
A complicação mais complicada na vida da menina surgiu frente aos seus olhos.
Pois eis que ela que nunca pensou ou decidiu alguma coisa,
Se viu na situação de decidir qual encomenda seria entregue primeiro.
A última queria ser a primeira, a primeira gritava que nem pensar que seria a última,
A segunda esperava calada, já que logo que não lhe tirasse tal lugar seguro pouco lhe importava.
E assim foi que se passou um dia e elas discutiam, ali paradas sem andar para trás nem para a frente.
E a menina olhava sabe-se lá para onde, quem lá passava dizia que ela nem ouvia o que diziam,
Só não queria era decidir ou pensar no que fazer.
Mas o que se poderia fazer? Quem poderia ser a primeira? Quando a primeira não queria ser a última e a última queria ser a primeira?
Ninguém sabia....ninguém quis decidir pela menina e esta não queria nem pensar em decidir.....

Quarta-feira

Invadida...

Uma dor esquecida marca o assalto, assumindo novas formas começa a encher o meu peito, embacia com lágrimas os meus olhos.

Procuro nas muralhas que me rodeiam a maldita brecha que permitiu semelhante invasão na minha alma.

Entrou nos meus corredores silenciosos, e remexeu a pacífica névoa que me escondia protegendo.

Olho pensando como voltarei a ter a minha paz novamente, envolvendo-me no sossego da noite...

Olho para o céu, peço a Lua ajuda e recomeço a busca pela brecha e preparada a remendá-la e voltar ao meu estado adormecido na névoa, protegida e longe....

Terça-feira

Hoje

Hoje para mim é todos os dias, é o caminhar constante num deserto de sentimentos,caminho que percorro às cegas.
Procuro um lugar...aquele lugar onde respiramos o ar da liberdade.
Sufoco nestes hojes que a minha vida possui...penso em desistir e ser engolida pela escuridão que eles possuem.

Mas algo em mim empurra-me a continuar, a andar mesmo sem ver e sem vontade, pois num local da minha mente ainda sonho com o lugar onde poderei respirar esse ansiado ar e sentir-me leve.

O doce sabor da alegria, que a falta quase foi esquecida!


Fecho os olhos e vejo-te aqui do meu lado.

O teu cheiro torna-se no do mar e envolve-me,

as minhas mãos passam a ser as tuas e rodeiam-me.

Sinto a vida num único momento, amo-te num único sonho!

Sexta-feira

I wish....

Vejo-te por entre as sombras do meu acordar.
Estico as minhas mãos para te tocar mas tu desfazes-te em sonhos e lágrimas.
Pensei em ti e senti o coração explodir com uma saudade que dura já uma vida.
Sinto já saudades até dos tempos em que sonhava contigo….
Fiquei só as memórias desses sonhos, hipnotizada com o som da tua voz, das promessas de beijos não dados, promessas de um amor!

Terça-feira

Desalento...


Provocou-me um sorriso falso, que esconde toda a minha dor.
Esconde a tristeza que possuo e a solidão que me acompanha.
Sorrio para iludir a minha dor, digo a mim mesma que não dói porque quero que a dor desapareça.
Mas dói...e estou só, sinto-me envolvida por uma dor que não tem fim.
Uma dor que me fez esquecer quem sou na verdade, uma dor que me fez criar um sorriso falso para me proteger de mim mesma.
Já não me consigo encontrar, porque olho e não vejo nada dentro de mim!

Sexta-feira

A noite...a despedida


Foi nas sombras da noite, no jardim perfumado com flores silvestres, com um suave calor a envolver-nos, que te abracei e tu disseste adeus.


Até hoje sonho com essa noite tão doce e tão amarga.

Passaram-se anos…passou-se uma vida ou foram mais?

Consigo sentir ainda o calor que a tua presença transmitia, consigo sentir o amor que tinha por ti.

Será verdade ou o tempo criou ilusões?

Amei-te mesmo tanto que agora não saiba nem o que é o amor?

Ou criei essa ilusão para não me magoar de novo? Para não ter de novo essa noite, essa despedida….

...Um dia....

O vento sopra forte hoje…tento escutar-me mas tudo que ouço é ele.


Recomeço a caminhar, vou olhando para os lados e tento reconhecer algo…

Vejo que ninguém me vê, pergunto-me porquê e continuo a andar.

Sinto os meus pés…o chão da rua…o vento na face…continuo sem reconhecer nada.

Não…o local não é novo, vejo-o muitas vezes mas não o reconheço.

Perdi-me e não sei o caminho de volta para mim…às vezes vejo-me à distância, um corpo sem alma….uns olhos sem sonhos.

Tento caminhar até mim mas não me alcanço….fico rodeada de novo pelo nada e deixo de me ver.
Recomeço a caminhar, continuo a olhar para os lados, talvez um dia reconheça algo…digo para mim mesma...

…um dia….

Quinta-feira

Sozinha

Estou só…hoje mais do que ontem, sinto esta solidão a rodear-me, a envolver tudo.
Mas estou tão só que até mesmo esse sentimento de desespero é bem-vindo.
Tudo para eu não sentir o NADA que é a minha vida…
Queria sentir algo que não fosse a vontade de chorar e gritar,
Sinto tanto a tua falta, preciso de ter luz na minha vida…eu não a tenho, eras a única que iluminava esta escuridão que sou.
Quero acreditar que mesmo assim estás comigo, mas não consigo…estou sozinha…muito sozinha.

Quarta-feira

Hoje

Sou um grito no silêncio que se faz ouvir no mundo que não o ouve.


Vejo e sou vista sem ver nem ser vista, não sou uma contradição mas contradigo.

O que mostro não sou eu, mas não escondo quem sou.

Sinto-me só mas estou como sempre estive. Fui eu sempre só?

Sinto que devo entender algo, mas o que devo entender não sei.

E por isso fico como sempre fui, mas com o sentimento que devia de ser algo mais.